segunda-feira, 6 de outubro de 2014
quinta-feira, 2 de outubro de 2014
Você faz crochê?
Hoje acompanhei, no Facebook, uma discussão muito interessante, que representa bem estes nossos tempos.
Alguém comentou que achava muito lindo ver, cedinho ainda, muitas mulheres idosas voltando da academia. E que esta era uma nova forma de encarar o mundo, mais ligadas que estão ao fitness do que às agulhas de crochê. E entre kkkkk e rsrsrsrs faziam questionamento “elas ainda fazem crochê?” Outra dizia “minha vó faz”... e assim por diante.
E fiquei aqui pensando como mudou o perfil feminino nas últimas décadas. Não vou entrar no mérito das grandes conquistas – sim, todas válidas e necessárias.
Vou falar um pouco sobre a identidade feminina. Para construir esta identidade as mulheres jovens de hoje em dia (não vamos generalizar, mas elas são maioria), tiveram que renegar tudo o que estivesse – obrigatoriamente – ligado ao universo feminino.
Jogaram – porque varrer também não pode – tudo em um grande fosso: cozinhar, bordar, fazer crochê ou tricô, cuidar de uma casa, trocar receita com as amigas, passar roupa, gostar de comprar um lençol novo para a sua casa, costurar... tudo isto passou a ser horrível e não deveria ser feito.
Hoje os seus ideais são aqueles que a sociedade de consumo prioriza. Falam várias línguas mas são incapazes de compreender o que o seu filho diz.
Se submetem à cirurgias perigosas para exibir o corpo que a modelo (que foi abençoada pela natureza) exibe nas capas de revista.
Ficaram mais masculinas, sem que isto signifique absorver o que o sexo masculino tem para nos ensinar.
Perderam a diferença que nos tornava especiais.
No meu primeiro dia de curso de pós-graduação o professor entregou a cada aluno uma folha onde ele teria que identificar as características de cada aluno. E trazia uma série de opções, tais como: quem tem cachorro, quem é casado, quem tem filhos, quem pratica esporte, etc.etc.etc. E, de repente, me vi cercada por 40 jovens, todos com idade para serem meus filhos, porque era preciso identificar “quem sabe fazer crochê?” Fui selecionada pela idade. E todos acertaram a resposta: sim, ela faz crochê.
Para finalizar as historinhas de hoje: apesar de ter ficado longe dos bancos escolares por mais de 25 anos eu me dei muito bem no curso. Primeiro, porque sempre acreditei e acredito que é preciso aprender para não morrer e me dediquei muito aos estudos. Segundo: eu podia não conhecer todas as teorias modernas de marketing mas eu vivi todas as histórias que serviam de exemplo – Mappin, Lojas Brasileiras, Arapuã, Mesbla, Rede Tupi, Transbrasil, Varig, Vasp.
E como sou mulher das antigas, que sei quebrar o coco sem arrebentar a sapucaia, apresento a receita de hoje. Ideal para a hora do lanche, este pão aceita vários tipos de recheio, como presunto ou frango.
É rápido de fazer pois não precisa esperar crescer. É amassar, enrolar, assar e comer. Assim sobra mais tempo para fazer crochê. E bordar. E cuidar da casa e de mim. E ser uma empresária, como sou.
Pão Italiano
Ingredientes
30 gramas de fermento fresco
1 copo (requeijão) de leite morno
1 xícara de óleo
3 ovos
1 cubo de caldo de galinha
Farinha de trigo – mais ou menos 1 ½ kg
Bater no liquidificador. Despejar em uma bacia e colocar farinha de trigo até a massa soltar de sua mão. Abrir em uma superfície polvilhada com farinha. Rechear e enrolar. Misturar gema com um pouquinho de leite e passar sobre os pães. Leve para assar em forno quente.
Recheio:
150 gramas de presunto
200 gramas de muçarela
3 tomates sem sementes
½ pimentão verde
Orégano
Picar e misturar todos os ingredientes
Alguém comentou que achava muito lindo ver, cedinho ainda, muitas mulheres idosas voltando da academia. E que esta era uma nova forma de encarar o mundo, mais ligadas que estão ao fitness do que às agulhas de crochê. E entre kkkkk e rsrsrsrs faziam questionamento “elas ainda fazem crochê?” Outra dizia “minha vó faz”... e assim por diante.
E fiquei aqui pensando como mudou o perfil feminino nas últimas décadas. Não vou entrar no mérito das grandes conquistas – sim, todas válidas e necessárias.
Vou falar um pouco sobre a identidade feminina. Para construir esta identidade as mulheres jovens de hoje em dia (não vamos generalizar, mas elas são maioria), tiveram que renegar tudo o que estivesse – obrigatoriamente – ligado ao universo feminino.
Jogaram – porque varrer também não pode – tudo em um grande fosso: cozinhar, bordar, fazer crochê ou tricô, cuidar de uma casa, trocar receita com as amigas, passar roupa, gostar de comprar um lençol novo para a sua casa, costurar... tudo isto passou a ser horrível e não deveria ser feito.
Hoje os seus ideais são aqueles que a sociedade de consumo prioriza. Falam várias línguas mas são incapazes de compreender o que o seu filho diz.
Se submetem à cirurgias perigosas para exibir o corpo que a modelo (que foi abençoada pela natureza) exibe nas capas de revista.
Ficaram mais masculinas, sem que isto signifique absorver o que o sexo masculino tem para nos ensinar.
Perderam a diferença que nos tornava especiais.
No meu primeiro dia de curso de pós-graduação o professor entregou a cada aluno uma folha onde ele teria que identificar as características de cada aluno. E trazia uma série de opções, tais como: quem tem cachorro, quem é casado, quem tem filhos, quem pratica esporte, etc.etc.etc. E, de repente, me vi cercada por 40 jovens, todos com idade para serem meus filhos, porque era preciso identificar “quem sabe fazer crochê?” Fui selecionada pela idade. E todos acertaram a resposta: sim, ela faz crochê.
Para finalizar as historinhas de hoje: apesar de ter ficado longe dos bancos escolares por mais de 25 anos eu me dei muito bem no curso. Primeiro, porque sempre acreditei e acredito que é preciso aprender para não morrer e me dediquei muito aos estudos. Segundo: eu podia não conhecer todas as teorias modernas de marketing mas eu vivi todas as histórias que serviam de exemplo – Mappin, Lojas Brasileiras, Arapuã, Mesbla, Rede Tupi, Transbrasil, Varig, Vasp.
E como sou mulher das antigas, que sei quebrar o coco sem arrebentar a sapucaia, apresento a receita de hoje. Ideal para a hora do lanche, este pão aceita vários tipos de recheio, como presunto ou frango.
É rápido de fazer pois não precisa esperar crescer. É amassar, enrolar, assar e comer. Assim sobra mais tempo para fazer crochê. E bordar. E cuidar da casa e de mim. E ser uma empresária, como sou.
Pão Italiano
Ingredientes
30 gramas de fermento fresco
1 copo (requeijão) de leite morno
1 xícara de óleo
3 ovos
1 cubo de caldo de galinha
Farinha de trigo – mais ou menos 1 ½ kg
Bater no liquidificador. Despejar em uma bacia e colocar farinha de trigo até a massa soltar de sua mão. Abrir em uma superfície polvilhada com farinha. Rechear e enrolar. Misturar gema com um pouquinho de leite e passar sobre os pães. Leve para assar em forno quente.
Recheio:
150 gramas de presunto
200 gramas de muçarela
3 tomates sem sementes
½ pimentão verde
Orégano
Picar e misturar todos os ingredientes
quarta-feira, 1 de outubro de 2014
Exposição
Temos o prazer de convidar para a
Exposição de Bordados
Escola Maria Arte e Ofício
19 de outubro de 2014
09 às 18 horas
Rua Caldas, 47 – Belo Horizonte - MG
Pesquisas realizadas pelas alunas
Maria do Céu e da Terra
Portugal: Terra de Sousa
Guignard e Amalita
Inglaterra: Inches
Que chita bordada
Exposição do acervo do Memorial do Bordado
“Saudosas Memórias...”
Venda de Produtos produzidos por
Maria Arte e Ofício
Meninas do Cafezal
Venda de Produtos produzidos por
Maria Arte e Ofício
Meninas do Cafezal
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