quarta-feira, 5 de setembro de 2012

Helena


Helena Ferreira de Araújo nasceu em São José do Triunfo – Fundão. Lugar simples, com uma igrejinha para as rezas e ladainhas. A escola, onde se aprendia as primeiras letras com uma professora mágica, encantada - a sua mãe. Os vaga lumes iluminavam as noites frias.

Quando completou 18 anos a família transfere a sua residência para Viçosa, onde finalizou os seus estudos e foi trabalhar, como professora, no Patronato Agrícola Arthur Bernardes.

O casamento com Haroldo Alves de Araújo a leva para morar em Muriaé, e então se torna, definitivamente, uma muriaense de coração.

Nesta cidade, trabalhou no Grupo Escolar Desembargador Canedo e no Jardim de Infância Dr. Antonio Canedo. Foi mestre e exerceu exemplarmente a função de educadora e assim contribuiu para a formação de muitos profissionais que hoje trabalham para o crescimento desta cidade.

Mais tarde recebeu o seu maior desafio: administrar a recém inaugurada Escola Maria Augusta Silva Araújo (que foi sua sogra), localizada no Morro da Rádio. A falta de condições materiais da escola pública aguçava a criatividade e a imaginação da diretora Helena, motivando a sua equipe de trabalho para novas conquistas.

Na ciranda da vida, Helena sempre se fez presente, de corpo e de alma. Solidária com todos, na alegria e na tristeza, levando uma palavra amiga, incentivadora, um conselho, um elogio. Foi uma mulher de fé, de coragem, de esperança e de amor ao próximo.

Foi uma amante das artes, das letras e da cultura e encantou a todos com a sensibilidade da sua pintura e a sensatez de seus escritos, que retratavam o seu interior.

Foi a esposa amada e companheira de Haroldo. Juntos, foram exemplo de vida matrimonial e aos seus filhos transmitiram valores e verdades.

Helena foi uma cidadã e disse sim a todos os clamores da sociedade. Como amiga, foi presença.

Helena, a Dona Leninha como carinhosamente era chamada, foi um espelho a ser mirado na busca do bem, da verdade.

Ao partir, deixa gravado o seu nome no cenário desta cidade pois soube, como poucos, aliar a força dos seus ideais à obstinação de sua vontade, a sua sabedoria sem par à largueza imensa do seu coração onde somente tinha espaço para o dar sem troca, o carinho, a bondade e o amor sem limites.

Tive o privilégio de ser sua filha e ao vê-la partir sei que não posso brigar com Deus, mesmo quando tudo parece desabar. Vou chorar, mas não vou lamentar pois Deus me deu uma mãe que me ensinou a caminhar e a voar. Que sempre me abriu os seus braços quando eu senti cansaço. No peito tenho uma dor profunda, mas sei que  dei a ela o melhor de mim e ela soube que eu a amei intensamente. Ficam lembranças inesquecíveis.


Bom dia

Presente da Tina

terça-feira, 4 de setembro de 2012

domingo, 2 de setembro de 2012

sábado, 1 de setembro de 2012

Bom dia

Dias de ausência, envolvida com problemas. 
Mas eu volto e visito todas vocês.

Eu vi aqui