terça-feira, 11 de setembro de 2012
segunda-feira, 10 de setembro de 2012
Bom dia
Quero agradecer a você pelo carinho e pela capacidade de entender como pode ser difícil um momento como este. Obrigado por me ver melhor do que eu mesmo acredito que sou. Ainda não estou preparada para voltar plenamente e deixo o meu Bom Dia para todas e para mim também porque preciso acreditar em dias felizes. Estou envolvida com a burocracia para finalizar esta etapa e na minha casa estou mudando tudo de lugar para me sentir no lugar. Volto assim que puder.
Eu vi aqui
sexta-feira, 7 de setembro de 2012
quarta-feira, 5 de setembro de 2012
Helena
Helena Ferreira de Araújo nasceu em São José do Triunfo – Fundão. Lugar simples, com uma igrejinha para as rezas e ladainhas. A escola, onde se aprendia as primeiras letras com uma professora mágica, encantada - a sua mãe. Os vaga lumes iluminavam as noites frias.
Quando completou 18 anos a família transfere a sua residência para Viçosa, onde finalizou os seus estudos e foi trabalhar, como professora, no Patronato Agrícola Arthur Bernardes.
O casamento com Haroldo Alves de Araújo a leva para morar em Muriaé, e então se torna, definitivamente, uma muriaense de coração.
Nesta cidade, trabalhou no Grupo Escolar Desembargador Canedo e no Jardim de Infância Dr. Antonio Canedo. Foi mestre e exerceu exemplarmente a função de educadora e assim contribuiu para a formação de muitos profissionais que hoje trabalham para o crescimento desta cidade.
Mais tarde recebeu o seu maior desafio: administrar a recém inaugurada Escola Maria Augusta Silva Araújo (que foi sua sogra), localizada no Morro da Rádio. A falta de condições materiais da escola pública aguçava a criatividade e a imaginação da diretora Helena, motivando a sua equipe de trabalho para novas conquistas.
Na ciranda da vida, Helena sempre se fez presente, de corpo e de alma. Solidária com todos, na alegria e na tristeza, levando uma palavra amiga, incentivadora, um conselho, um elogio. Foi uma mulher de fé, de coragem, de esperança e de amor ao próximo.
Foi uma amante das artes, das letras e da cultura e encantou a todos com a sensibilidade da sua pintura e a sensatez de seus escritos, que retratavam o seu interior.
Foi a esposa amada e companheira de Haroldo. Juntos, foram exemplo de vida matrimonial e aos seus filhos transmitiram valores e verdades.
Helena foi uma cidadã e disse sim a todos os clamores da sociedade. Como amiga, foi presença.
Helena, a Dona Leninha como carinhosamente era chamada, foi um espelho a ser mirado na busca do bem, da verdade.
Ao partir, deixa gravado o seu nome no cenário desta cidade pois soube, como poucos, aliar a força dos seus ideais à obstinação de sua vontade, a sua sabedoria sem par à largueza imensa do seu coração onde somente tinha espaço para o dar sem troca, o carinho, a bondade e o amor sem limites.
Tive o privilégio de ser sua filha e ao vê-la partir sei que não posso brigar com Deus, mesmo quando tudo parece desabar. Vou chorar, mas não vou lamentar pois Deus me deu uma mãe que me ensinou a caminhar e a voar. Que sempre me abriu os seus braços quando eu senti cansaço. No peito tenho uma dor profunda, mas sei que dei a ela o melhor de mim e ela soube que eu a amei intensamente. Ficam lembranças inesquecíveis.
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