domingo, 20 de fevereiro de 2011

Onde foi parar o nosso tempo?

Meus dias tem sido de envolvimento com problemas de saúde na família. Tudo a seu tempo vai sendo resolvido da melhor forma e acreditando que Deus é sempre maior do que qualquer problema.

E acompanhar pacientes (isto mesmo, no plural) em um hospital significa ter tempo para leituras. Foi de um só fôlego que li Onde foi parar nosso tempo? , de Alberto Villas . Para os que não haviam nascido ou para aqueles que viveram os anos 60 e 70 nas Minas Gerais, este livro nos dá a oportunidade de conhecer ou de lembrar os graves problemas desta época. E nos faz refletir sobre o tempo que era utilizado para executar tarefas que hoje não mais são necessárias graças aos avanços técnicos.

Afinal, quem ainda:
- recebe visitas que chegam sem avisar e que às vezes ficam para o jantar?
- mexem o Toddy no copo de leite para desempelotar?
- abre uma lata de azeite com um prego? E colocam um palito nos furinhos?
- leva uma carta ao correio?
- espera o telefone dar sinal?
- engoma a roupa?
- lava fraldas?
- dá corda no relógio?
- vira o disco ou passa a flanelinha no vinil?
- leva os “cascos” (vasilhames) para comprar refrigerante?
- quara a roupa?
- espera a TV esquentar (por causa da válvula)?

São tantas coisas que passamos a não fazer e, nem por isto, o tempo para o lazer e o convívio com parentes e amigos se tornou maior. Onde foi parar este tempo, ninguém sabe e ninguém viu. Super recomendo, principalmente para o David Era uma vez... Se ele ainda estiver vivo, depois de uma dieta forçada!!!

(Relógio com borboletas projetado pela designer Susanne Philippson)

2 comentários:

Fernanda Iasi disse...

Kekel, te tudo isso, a única coisa que ainda faço é passar flanelinha no vinil...rsrsrs...adoro! Bjo!

simplesmente....fascinante disse...

Olá Beatriz.
E o tempo que sobrou porque não fazemos mais essas coisas?...me lembrei de uma trovinha de criança...o tempo perguntou pro tempo, quanto tempo o tempo tem, o tempo respondeu pro tempo, que o tempo não tem muito tempo. A realidade é essa: não temos muito tempo...
bjão
mari