quarta-feira, 7 de março de 2012

Páscoa

Já falei aqui que estou sem ajudante para os trabalhos domésticos. Este é um assunto que sempre me deixa dividida: em primeiro lugar porque eu acho (sinceramente) que é um ranço dos tempos de escravatura que a gente vai levando vida a fora. Segundo: não dá para viver sem porque para realizarmos as tarefas diárias de uma casa demanda um tempo enorme e nosso modo de vida não nos permite viver de forma mais leve. Quer ver?

- Um olhar de 180º da janela do meu apartamento me mostra, pelo menos, umas 15 construções de edifícios altos.  Isto significa poeira e areia trazidos pelo vento porque eu moro em um país tropical e as janelas sempre ficam abertas.
- Ida ao supermercado: tenho que escolher qual o melhor legume, a melhor fruta e descartar aqueles que têm ponto de ferrugem ou amassados, ou murchos, etc.etc. Isto porque o dono não se preocupou em colocar somente itens que podem ser levados para a casa porque todos estão perfeitos para serem consumidos.
- Outra birra que tenho em supermercado: caixa rápido. Eu, que escolho um único dia da semana para fazer compras, tenho que enfrentar filas enormes porque estou comprando muito. Está certo que aquele estudante que comprou um pastel para o lanche tem que sair rápido e por isto existem os caixas para os que estão com menos itens em seu carrinho. Mas ele não poderia utilizar os caixas que são destinados aos que estão com os carrinhos cheios. Na frente do supermercado que freqüento tem uma universidade. Coisa de 3.000 alunos e muitos vão até lá comprar os seus lanches. Já sei quais são os seus horários de intervalo e evito fazer compras nestes horários.
- Quer mais birra com supermercado? Concordo, vamos salvar o planeta e evitar o uso de sacola plástica. Mas eu já passei da idade de usar embornal (conhece? É coisa de Minas) e acho que é obrigação de quem vende me fazer a entrega em condições adequadas. Onde andam os sacos de papel?
- Passar roupa. Os tecidos de nossas roupas saem amassadinhos da lavadora e aja braço para esticar as dobrinhas. Um ponto positivo é que eu possa começar a dar tchau balançando bem alto as mãos (assim, tipo miss em passarela).
- Marido que foi educado para ser servido. Recebo ajuda quando acho que deveria ser compartilhar. E ouvir reclamação... tô fora.
- Consumismo exagerado: tenho muito mais do que preciso e é difícil manter organizados os armários de louça, roupa de cama, roupas de uso pessoal... vivo mudando tudo de lugar com a esperança de que assim fica melhor.
- Refeições com muitas variedades. Nunca menos de 5 pratos em uma refeição. A balança registra este absurdo, o coração berra que não está certo e a gente continua comendo de forma errada.

Pronto, falei o que queria. E todo este discurso para dizer que tudo vale a pena quando você coloca para os seus uma mesa linda como estas daí. São para a páscoa, mas com pequenas adaptações servem para o todo dia. 







Eu vi aqui

7 comentários:

Cantinho de Déborah disse...

Boa tarde!

Passo apenas para dizer que compartilho de toda a sua "revolta" rsrsrsrs... Hoje em dia nossa rotina é muito estressante e cuidar da casa realmente não é fácil... Quero apenas agradecer de coração porque além de ter de lidar com todas essas atividades, você ainda encontra um tempinho para nos presentear com seus lindos posts. Sou muito fã do seu blog e o acesso quase que diariamente.

Que Deus renove suas forças a cada manhã como diz a promessa bíblica. Abraços!

Déborah Amaral

Cantinho de Déborah disse...

Seu blog é muito especial! Obrigada por, mesmo em meio aos seus afazeres diários, reservar um tempo para nos brindar com tantas imagens lindas...

Déborah Amaral

Andrea e Maki disse...

Ai, ai! Concordo com cada palavra, penso exatamente como vc.Como costuma dizer meu marido: parece que só muda de casa né? Beijo enorme ,ANdrea.

Lucia Luz disse...

Nossa perfeito. Posso copiar e colar? Como disse a Andrea, só mudam as casas.
Que mesas lindas , lindas. Me inspirei.
Passa amanhã no blog tem homenagem a você está incluída.
Beijinhos

Lucia

Leninha disse...

Minha querida Beatriz,

Também estou sem ajudante...tenho apenas uma passadeira(graças a Deus!!!),que vem de quinze em quinze dias...mas isto já é uma benção,pois quando vem,além de passar toda a roupa,ainda arruma a cozinha e areia as panelas(coisas de Minas também).
Adorei as mesas!Muito lindas,amiga!!!
Bjsssssss,
Leninha

maristela disse...

Adorei seu desabafo! Acho que de vez em éu deveria ter essa coragem...rs...rs...
BJs

Regina disse...

Uma mesa linda e bem arrumada tem sempre o seu lugar, enquanta aos olhos e ao paladar.

Gostei do desabafo Beatriz, e concordo com você que empregada doméstica como se tem no Brasil é um ranço dos tempos da escravatura. Por isso que qdo minhas irmãs no Brasil q têm ajudantes que fazem de tudo dentro de casa (todos os dias) e ainda reclamam q não têm tempo... Acho q é assim por causa da estrutura de vida no Brasil. Hoje eu chequei em casa e fiquei feliz. Minha faxineira (q vem de 15 em 15 dias) deixou tudo limpinho aqui em casa. Que coisa boa que é chegar em casa e não ter q limpar, mas eu pago a ela US$90.00/dia.
Ah, amiga quem dera que pudessemos sentar e bater um bom papo...