segunda-feira, 13 de outubro de 2014

Meu queixo caiu.




Não tenho filhos. Durante um certo tempo consegui acompanhar o que acontecia com as crianças e adolescentes porque vivia rodeada pelos sobrinhos.

Depois, eles cresceram, casaram e nossos encontros foram ficando mais raros.

Mas tenho amigas com filhos ou netos nesta faixa etária (11 a 14 anos) e foi uma delas que me enviou este link.

Trata-se de um vídeo cuja temática é discutir masturbação, relação sexual e relação gay. Está disponível no Portal do Professor, do MEC e ele incita as crianças a iniciarem a sua vivência sexual.

Com o objetivo de combater o preconceito este e outros vídeos disponíveis são indicados para que o professor possa fomentar a desconstrução do modelo tradicional de família que conhecemos, formada a partir da união entre um homem e uma mulher.

Meu queixo caiu quando entendi que estamos falando para um público que ainda não tem a plena capacidade de fazer suas escolhas. Aliás, nesta faixa etária (se eu me lembro ainda pois faz tanto tempo) a minha melhor amiga era muito mais importante e ocupava um espaço muito maior na minha vida do que aquele rapazola, com barba ainda por nascer. Mais tarde, me apaixonei de verdade e ela foi a madrinha do meu casamento.

Um outro tópico a ser observado é que em nenhum momento vemos os pais da criança conversando sobre educação sexual ou suas dúvidas. Sempre são vistos como opressores e que devemos esconder deles o que estamos fazendo.

Vale a pena também ver os livros recomendados pelo atual Governo Federal. Neles é possível acompanhar a luta de Delúbio e Dirceu para provarem a sua inocência. Em outro material exalta a presidente e diminui os concorrentes (http://deolhonolivrodidatico.blogspot.com.br/).

Aí só me resta perguntar: que país é este? E eu acredito que posso ouvir: Beatriz, estes são os novos tempos. Se não concorda, vá curtir a sua aposentadoria bem longe daqui.


Você tem filhos em idade escolar? Acompanha o que eles estão recebendo dos seus professores?
























4 comentários:

Ana Paula disse...

Beatriz, eu já nem sei quantas vezes recoloquei meu queixo no lugar e tenho muito medo de me acostumar...
Buscar o respeito é louvável, mas estamos sim vivendo tempos de exaltação às drogas, a um estilo musical, a um estilo sexual. É uma imposição silenciosa ( tenho dúvidas, será mesmo? ) que nos faz sentir estranhos, errados.

Eu acompanho o que se passa na escola e é uma obrigatoriedade o assunto da homossexualidade. E eu acho tênue a linha que separa o esclarecimento, respeito de um estímulo. Por isso acho importante a presença dos pais para um diálogo mais amplo e não massificado.
Beijo.

✿ chica disse...

Beatriz e Ana Paula, é realmente de cair o queixo e mais um pouco com o que vemos. E os pais ou responsáveis devem dar abertura aos filhos, netos pra que dialoguem, perguntem ,para que a informação não venha errada. Aqui tenho um deles que acaba de fazer 12 canos e está bem esclarecido. Até pedofilia tivemos que alertar devido a casos acontecidos nos colégios daqui, inclusive no dele...Os pais agora todos tem a foto do pedófilo nos celulares..E se era visto num lugar, vinha o aviso. Agora está por 30 dias recolhido compulsoriamente à uma clínica. O perigo será depois. Cada uma que parece duas ou mais! Assim, infelizmente, as crianças perdem a infância mais cedo deixam de ser inocentes! Mas temos todos que estar alertas, segurar nossos queixos e seguir, sempre ao lado deles! bjs, chica

Tina Bau Couto disse...

Eu acompanho tudo, questiono e até veto. Tenho uma lista de histórias e uma delas dentro dessa temática de seu relato ñ aconteceu com meu filho hj com 14 anos e foi um dos motivos do meu pedido de saída, após uma idealizada entrada no mundo da educação infantil como pró.
A Diretora, uma senhora de certa idade me chamou em sua sala após minha entrega de plano de aula para dizer que eu incluisse nas rodinhas de bate papo e procura-se um livrinho ou vídeo que dissesse que pode menino com menino e menina com menina.
Estou falando de uma turma de alfabetização.
Diante da minha negativa sem muitos argumentos e com a decisão ali de sai, pensei: para o mundo que eu quero descer! E ouvi: Tão novinha com uma mente tão velha!
Como velha é uma palavra com candor p mim, agradeci e me retirei.
Acho aém da minha opinião sobre o assunto, tão contraproducente essa abordagem e incentivo em qualquer idade. Cada um no seu tempo, dentro da educação de seu lar, de sua religião, dentro de toda uma naturalidade que é expropriada hoje nas escolas, na tv, internet...
"Agora, pois, permanecem a fé, a esperança e o amor, estes três, mas o maior destes é o amor" (Paulo de Tarso). Assim veremos face a face, em fases, em família e nas escolas, através da educação para o amor sem apontamentos sexuais , para o respeito, para a individualidade de mãos dadas com a coletividade, com responsabilidade.

Regina Melo-Jocknevich disse...

I'm depressed now Beatriz, acabei de saber o resultado das eleições... volto depois.